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Efeito borboleta

Eu sou o caos.
Tudo que faço é imprevisível,
Não vivo na constância.
É revolução.Eu sou as borboletas no estômago.
Todas elas causam náusea.
Só sei ser uma coisa:
                           [Coisa, não gente.
Confusão.Sou causa e efeito,
Efeito borboleta;
E feito vôo Às vezes vou
Mas sempre volto...
Me desculpe por voltar
                         [E nunca saber ir.
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Resenha: Alice nos País das Maravilhas, Lewis Carrol

Lewis Carrol, pseudônimo de Charles Lutwidge Dodgson, nasceu em Daresbury, no condado de Cheshire, em 27 de janeiro de 1832. Filho Charles Dodgson e Frances Jane Lutwidge tinha outros 11 irmãos.

Escritor do estilo nosense, ficou conhecido pelos livros Alice no País das Maravilhas e Alice Através do Espelho e o que Encontrou por Lá. Carroll sempre teve a imaginação muito fértil desde criança.
Em 1843 seu pai se mudou para a cidade de Croft, Charles se tornou diácono da igreja Anglicana onde lecionava matemática.

Quando Carroll assumiu a vaga de mestre na Christ Church , Henry George Liddel, pai de Alice, era o reitor. Em 1856, Lewis Carroll conheceu a que seria sua inspiração para protagonista de seus livros: Alice Liddel.

Em 1862, Dodgson, o professor Robinson Duckworth e os três filhos de Henry Liddel forma passear a barco pelo rio Tâmisa em Oxford para um piquenique. A história de Alice então surgiu e convenceram Carroll a publicá-la. Alguns anos mais tarde e com algumas alterações, o l…

A balada, ou o balé, das estrelas

Uma estalada: o céu se fez.
Caiu em meus braços,
De véu branco
E brilho intenso

Estrelas, todas elas!
"Mas e nós?", um nada.
Não nascemos do estalar dos dedos,
Contudo do rebento.

Por entre o ventre das Marias
Ou Gaia. "Das estrelas?"
Você pergunta novamente

Das estrelas, mas não somos
Apenas existimos e com elas
brilhamos, entretanto não o mesmo brilho.

-H.B.

Suicídio do coração silencioso

Os corações dos artistas
Estão todos arruinados
Destruídos, sozinhos, partidos
Partidos para longe, longe dos amores
       [Arruinados? Você é a ruína e a perdição.Mas é a Noite Estrelada que me veste,
Com seus espaços escuros e a solidão?
Ou Van Gogh quem me pinta
Com as várias vozes em constante colisão?
    [É a tristeza, e é quem você éDo canto da minha mente em escuridão,
Para um profundo azul anil.
      [Como o mar... "Amar?"...
Todos os sentimentos estão em profusão.“Onde não puderes amar, não se demores”
Frida, eu não amo nem mais a mim
E a minha boca não se cala, ela grita: socorro!
    [Mas a mente sufoca, sufoca...

Resenha: Neve Negra, de Santiago Nazarian

Santiago Nazarian tem 41 anos, é brasileiro e escritor de estilo "existencialismo bizarro" que mescla existencialismo, cultura pop, trash e horror. O livro "Neve Negra" foi publicado em 2017 pela Companhia das Letras.


É madrugada e neva durante o dia mais frio de inverno na cidade de Trevo do Sul, em Santa Catariana. Bruno Schwarz, artista plástico renomado e reconhecido pelo mundo todo; chega de mais uma de suas viagens internacionais a sua casa. Cansado, com frio e inquieto com pensamentos conspiratórios sobre sua família, Bruno abre uma garrafa de Jack Daniels.

Bianca, Álvaro e Preta não o recebem com alegria. Todos dormem. Bianca, sua mulher, com a qual possui alguns problemas, dorme profundamente no quarto; enquanto Alvinho (apelido de Álvaro) seu filho, acorda de um pesadelo; e Preta, a cachorra, sofre com um ferimento nas costas enquanto dorme fora de casa.

De fatos comuns e de uma fluidez de pensamentos, o enredo se enrosca com diálogos rápidos, descrições s…

Neon - Manifesto Tropical

Deuses tropicais
Abençoai a terra do Brasil,
Ventre elétrico;
fruto do grito dos oprimidos.
De brilho neon e corpo elétrico,
Brasil virtual dos sonhadores,
Negro, gay e feminino.
Brasileirismo real:
Branco, hetero e masculino
                           [Sob as luzes de neon, tudo é mais bonito.]
Corpos translúcidos femininos e Samba-funk futuristico Convergem no plano de fundo atual
Neon que ilustra a minha verdade
Visão de mundo escurecida
Simulacro do Brasil

H.B.



Mais uma vez Carmen

O vapor se dissipa pelo banheiro. O tempo ali dentro parecia passar mais devagar, mas quando eu saia, haviam se passado 40 minutos. Muita reflexão, crises de existência e inspirações para que, no fim, quando eu saísse do banho continuasse sendo a mesma pessoa e nada tivesse mudado. Isso se repetia e se repetiria.

 O espelho refletia três de mim, talvez dois, talvez um. O mais provável é que fosse ninguém.

As curvas que eu possuo não me agradam, algumas vezes sim, outras não. Ponho os óculos... tiro-os. Eles ficam tortos... talvez minha sobrancelha direita seja torta, ou meu rosto... Meu nariz parece ser grande, o sorriso com o aparelho não me agrada, e meu corpo muito menos. Há dias que me sinto bem, outros nem tanto, esses são mais recorrentes do que aqueles. A única coisa que amo em mim é o meu cabelo: castanho escuro, sedoso, franja longa, raspado dos lados. Analisando melhor, minhas orelhas são delicadas e discretas. Meus olhos são intensos e repletos de sentimentos.

“Os olhos s…